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Artesanato e terapia


Fazer artesanato é trabalhar com as mãos e, mais do que isso, deveria ser o exercício de criar.

Tem sempre um âmbito no qual o indivíduo pode exercer o seu potencial criador, deixando fluir – por meio das frestas do seu trabalho – o seu brilho, assim como os raios de sol que entram em uma casa através de suas portas e janelas.
Quando damos vazão aos nossos potenciais, descobrimos no produto criado os traços de nossa personalidade, singularidade e unicidade. Mesmo quando fazemos cópias a partir de algum molde ou modelo, deixamos escapar algo particular, que é a nossa marca, o nosso estilo de ser. No entanto, nem sempre valorizamos isso, julgando como um “erro” que deve
ser encoberto ou consertado, em vez de o aproveitarmos como pistas de quem somos e do que estamos expressando em um dado momento de nossas vidas. 
Sim, por meio de nossas mãos, o inconsciente fala!
Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço que encorajava seus pacientes a dar forma, por meio de algum canal expressivo, aos símbolos presentes em seus sonhos e devaneios, considerava que “muitas vezes as mãos sabem resolver enigmas que o intelecto em vão lutou por compreender”. 
Já Fayga Ostrower, grande artista e teórica da arte, dizia que “criar é tão difícil ou tão fácil como viver. E é do mesmo modo necessário”. Pois bem, mãos à obra, então. Criar nos enriquece como ser!
Contudo, se por um lado o artesanato pode ter efeitos terapêuticos em quem o realiza, ele não é, por si só, uma terapia. Se quisermos que a criatividade nos conduza ao autoconhecimento, nos ajudando a dar vazão à sabedoria da nossa psique, e assim encontrar caminhos para a autorealização e a resolução de conflitos internos, então necessitamos buscar a ajuda de um profissional com formação para conduzir esse processo, ou seja, um arteterapeuta.
Atualmente, existem pós-graduações em Arteterapia em todo o Brasil reguladas pela UBAAT (União Brasileira de Associações de Arteterapia), como a que coordeno na UNIP de São Paulo, que capacitam professores, psicólogos, arte-educadores e outros profissionais a utilizarem os recursos da Arteterapia em suas áreas de atuação, além de atuar em
hospitais e outras instituições. A arte cura, sim, mas, para que ela possa exercer todo o seu potencial terapêutico e de crescimento pessoal, deve-se estudar a fundo as indicações e especificidade de cada material expressivo utilizado.
Foi justamente esse o foco das minhas pesquisas de mestrado (PUC), doutorado (USP) e Pós-doutorado (USP), que ensino hoje para os meus alunos em formação e nos cursos livres que dou em meu consultório, além de utilizar esses recursos nos meus atendimentos como psicoterapeuta.
Para finalizar o nosso bate-papo, deixo uma frase de Guimarães Rosa para você refletir um pouco: “O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando”.

Patrícia Pinna Bernardo é Psicóloga (USP) e Artista Plástica (FAAP), Pós-doutora em Mitologia Criativa e Arteterapia (FEUSP), Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (USP), Mestre em Psicologia Clínica (PUC-SP), arterapeuta, psicoterapeuta junguiana, atuando há 30 anos com crianças, adolescentes e adultos em consultório, escolas e instituições.

Contatos:
pat.pinna@uol.com.br
www.patriciapinna.psc.br
www.patriciapinna.blogspot.com.br

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