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Alessandra Assi

Conheça a artesã que criou suas próprias oportunidades
Conheça a artesã que criou suas próprias oportunidades na carreira
A artesã revela como criou suas próprias oportunidades na carreira

Por Vanessa Coelho l Fotos Mônica Antunes

Ter uma agenda lotada de compromissos em programas de TV, classes cheias de alunos, um ateliê próprio, reconhecimento profissional e estabilidade financeira são sonhos de dez entre dez artesãos que decidem se arriscar no mundo competitivo do artesanato. Aos 40 anos, Alessandra Assi pode se orgulhar de suas conquistas, resultantes de uma trajetória pontuada pela persistência em crescer e determinação em sempre fazer o melhor.

Especialista em modelagem de flores de biscuit, ela é enfática ao explicar que nada do que tem hoje veio de graça. “Ninguém sabe o duro de dei”, o trecho da canção O Carango, popularizada na voz de Wilson Simonal, se encaixa fácil em um diálogo com Alessandra para descobrir quais ingredientes a levaram ao sucesso.

Dos primeiros passos no artesanato, ainda no pequeno município paulista de Espírito Santo do Pinhal, até o momento atual, em que pode se considerar uma referência, Alessandra enfrentou muitas respostas negativas, dissabores e até aquele medinho básico que todo mundo sente ao pensar: “E se não der certo?”.


Pedra por pedra
A primeira peça “profissional” foi um casaco de tricô confeccionado aos 11 anos de idade. Quando a peça foi posta à venda, aconteceu ali a primeira mostra de confiança no próprio trabalho. “Para a minha surpresa, consegui vários clientes”, relembra. Mas ainda havia muito chão pela frente. Anos mais tarde, ela ainda pulava de emprego em emprego, sem conseguir ficar satisfeita trabalhando em uma área diferente do artesanato. “Foi uma fase difícil. Recusei muitas ofertas boas de trabalho porque tinha certeza de que queria trabalhar com artesanato. Nessa hora, todo mundo começa a  achar que você é louca!”, afirma.

Em 1997, quando Alessandra tinha 26 anos e trabalhava como balconista, veio a primeira chance real de seguir sua vocação: uma vaga de instrutora de artes no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Pouco depois, o segundo e simultâneo emprego: monitora de uma oficina terapêutica dentro da ala masculina de um hospital psiquiátrico de sua cidade. Oportunidades cavadas depois que a própria Alessandra insistiu em se oferecer para trabalhar.

Enquanto se desdobrava entre os dois empregos, ela teve um dos pontos mais altos de sua carreira. “Foi a melhor fase da minha vida, pois desenvolvi muito a minha sensibilidade. Era gratificante ver os pacientes evoluindo por meio da arte.”


O encontro
Foi justamente em meio a uma rotina apressada que ela, até então “infiel” quanto às técnicas que escolhia, conheceu uma nova paixão: o biscuit. Influenciada por Anna Modugno, que conheceu pesquisando novas técnicas de artesanato para as aulas, Alessandra passou a se interessar cada vez mais por modelagens de flores, técnica que tomou para si e desenvolveu até se consagrar no segmento.

A primeira flor moldada, uma Orquídea Dendrobium Nobilis, é lembrada até hoje. Sim, o palavrão científico faz parte de uma conversa normal dela. Sem nunca ter estudado botânica formalmente, a artesã consegue reproduzir com exatidão cada detalhe da planta que escolhe fazer. Mas isso não significa que ela não busque aprimoramento.

Cada projeto inciado envolve um estudo profundo em que ela pesquisa desde o habitat natural da planta, suas fases de crescimento, cores, formas e até o nome científico. Do caule às flores, frutos e folhas, toda a estrutura da planta pode ser conferida pelos olhares mais críticos. Além disso, o trabalho só é iniciado com uma planta in natura ao lado, para garantir que o resultado seja o mais fiel possível.

Rumo à cidade grande
Passados oito anos desde a primeira experiência  como professora, a artesã mudou-se para a  cidade de São Paulo junto com a mãe, a fim de expandir os próprios horizontes. Tal e qual uma sacoleira – em sua própria definição – ela saía pela cidade carregando todos os seus trabalhos e, literalmente, batendo de porta em porta das editoras e emissoras de TV para pedir uma oportunidade.
 “Se a pessoa não conhecer meu trabalho e continuar se recusando a me receber, vou insistir. Se ela vir e não gostar, tudo bem, vou embora. Mas não desisto antes de me apresentar.” O primeiro lugar onde tentou divulgação foi junto a, até então distante, Anna Modugno, a primeira a lhe conceder espaço para divulgação em uma publicação profissional.
Na TV, a primeira oportunidade veio no programa Mulheres em Foco, na Rede Mulher, junto à apresentadora Cláudia Pacheco, de quem hoje é amiga pessoal. A partir daí, a carreira deslanchou.

Amor pelo ensino
O prazer de ensinar foi uma habilidade desenvolvida ao longo dos anos. Sem medo de ser superada na própria técnica que desenvolveu, ela ministra aulas com uma paixão encontrada apenas em educadores natos.
Estímulos, palavras de incentivo e paciência marcam cada frase que dirige aos alunos, com boa ênfase na hora de pedir para não desanimar se não der certo no começo. Ensinar, diz ela, “é quase como uma transpiração, uma vontade incontrolável de vivenciar o aprendizado mútuo que nasce da relação aluno-professor”.

Com entusiasmo, ela descreve a evolução que percebe em cada aprendiz, conforme a turma avança nas aulas. “É muito bom mostrar o caminho para que o aluno faça algo que não acreditava ser capacitado. Aprender é uma questão de postura, de querer fazer acontecer!”.

Sobre tendências em sua área, a artesã prefere destacar apenas a paixão. “Cada peça tem de ter uma história por trás. É preciso sair da mesmice e acreditar no próprio trabalho. Não importa se você tem uma encomenda ou 300. O importante é que cada peça tenha a essência de quem a fez”, finaliza.

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