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Profissionalize-se!

Profissional X Amador
Profissionalize-se!

Artesanato

Como participar deste setor que amo tanto?

 

Olá, queridos! Tudo bem?

Olha só que assunto interessante para todos os apaixonados por artes manuais, como eu! Acho que um dia também me fiz esta pergunta.

Tive meu tempo de amadora, quando só fazia artesanato para mim, para minha família...

Contudo, também comecei a fazer peças para vender e fui vasculhando possibilidades.

É um caminho longo e cheio de pesquisas a se fazer, mas, como em todas as áreas, se você estuda, busca informações, aprimora-se, vale a pena!

 

Qual a principal diferença entre o amador e o profissional?

Puxa! Temos vários pontos a conversar...

Mas vou focar em um ponto que acho muito importante: o profissional vive do seu fazer e o amador faz como complemento e/ou diversão.

Isso é bastante importante e deve ser diferenciado e revisto por todos nós, no artesanato brasileiro, pois o amadorismo nas relações profissionais (no mercado de um modo geral) causa uma série de equívocos que desvaloriza o artesão e as produções artesanais.

 

Já comentei várias vezes e você já deve ter me ouvido falar que o ARTESÃO é um mestre de ofício, um grande especialista.

Portanto, um trabalho mal-acabado não é sinônimo de artesanal, é somente um trabalho sem acabamento mesmo, feito por alguém que ainda não domina a técnica (mas pode e deve se aperfeiçoar).

 

Você também deve ter me ouvido dizer que se alguém faz por diversão, “por favor, não venda”, pois o preço mal composto/resolvido irá atrapalhar toda uma cadeia de profissionais que vivem do seu artesanato e precisam apresentar preços condizentes com a realidade, que inclui custos fixos e variáveis que precisam entrar na conta.

 

Quem faz por hobbie não faz esta conta corretamente, não lembra de colocar a hora de trabalho no valor da peça, e acaba praticando um preço totalmente irreal, o que desestabiliza toda a comercialização de produtos similares. E isso não é bom para ninguém, não é?

Pode até parecer vantajoso comprar algo baratinho. Porém, mais para frente, essa pessoa não mais venderá o produto e outros também não poderão vender mais, pois não valerá a pena.

Então, aquela peça tão bonita que você comprou por um valor irreal, não mais será vendida, porque ninguém quer produzir algo desvantajoso.

 

É fácil entender essa conta, quando pensamos num ponto cruz ou na tapeçaria, por exemplo. São trabalhos demorados. Precisam ser cobrados levando-se em conta as horas de trabalho que as técnicas demandam.

Dificilmente o trabalho será barato.

Como as pessoas não valorizam... o artesão deixa de fazer. E o mercado perde técnicas maravilhosas e extremamente carregadas de cultura e beleza por não valorizar corretamente.

Como exemplos eu poderia citar outras técnicas, mas o ponto cruz e a tapeçaria são paixões de muita gente e faz algum tempo que muitos deixaram de vender por dificuldade na valorização.

 

Preço é coisa séria e precisa ser muito pensado e pesquisado.

O jogo do perde x perde não dá certo, pois todo mundo sai desfalcado quando precisa ficar “brigando” por centavos em busca do menor preço, sem levar em conta as reais necessidades da comercialização dos produtos.

 

O amador tem, sim, seu espaço, mas é o espaço de diversão e prazer. Devemos, sim, fazer muito artesanato, inclusive para o nosso bem-estar e alegria, mas quem não “vive” do fazer artesanal contribuirá enormemente se não “desvalorizar” o mercado com preços irrealizáveis pelos profissionais da área.

 

Com isso, todos saímos ganhando e o nosso tão amado artesanato irá poder, um dia (tenho fé e luto por isso!), conquistar o valor que tanto almejamos!

Boas reflexões e bons trabalhos!

 

Cristine Torchia

Artista e artesã – formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, passou também pela FGV com pós-gradução em MKT. Atua no mercado artesanal como professora, curadora, gestora de equipes e de comunicação para empresas do mercado artesanal. 

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