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Pontos para a tecnologia

Saiba como as máquinas de bordar podem aumentar o faturamento de artesãos
Atualmente, as máquinas de bordar oferecem centenas de pontos, permitindo a produção de enxovais completos em poucos minutos. A novidade pode garantir trabalhos diferenciados e aumentar o faturamento de artesãos


Por Cynthia Marafanti
Fotos Mônica Antunes | Produção Cristiane Alberto



A bordadeira Rute Retalhos usou bordados eletrônicos da Janome 10000 para decorar este kit de fraldas

Quando falamos em bordados, logo nos vêm a mente aqueles pontinhos feitos à mão, que muita vezes exigem dias de dedicação para serem concluídos. Mas, graças à tecnologia, esses delicados trabalhos já podem ser feitos com ajuda de máquinas especializadas, permitindo a confecção em série e, consequentemente, um maior lucro para quem produz as peças.

As máquinas bordadeiras funcionam em parceria com o recurso gráfico. Um software de computador faz a leitura da imagem e traduz o desenho em pontos de bordados no tecido. Há uma infinidade de modelos e, de um modo geral, elas possuem algumas sugestões de desenhos na memória interna. Mas você também pode incluir outras imagens por meio de um pen drive.

O bacana é que para manusear essas máquinas não é necessário experiência ou habilidade com artesanato, já que o equipamento faz tudo praticamente sozinho. “Basta escolher o ponto, colocar a linha e posicionar o tecido. Depois, caso seja necessário trocar o fio, a bordadeira apita, avisando a substituição do material”, conta Vânia Massini, que trabalha há 12 anos com bordados eletrônicos.


Regina Loureiro criou este kit de cozinha com o bluework da Memory Craft 350E, da Janome

Alta produtividade
Entre as dezenas de benefícios proporcionados pelas máquinas de bordar, vale a pena destacar a rapidez. “Enquanto uma pessoa faz um bordado à mão em 3 horas, o mesmo trabalho pode ser finalizado, à máquina, em apenas 10 minutos”, revela Claudia Takatsuka, gerente da Paulinia. Diante de tanta facilidade, não é raro encontrar bordadeiras que montaram verdadeiras confecções dentro de casa. “Eu tenho quatro máquinas de bordar, duas máquinas de costura e uma máquina de pontos decorativos. Passo o dia administrando o trabalho delas. Troco a linha, insiro os desenhos e monto as peças. Não preciso de ajudante porque as máquinas são as minhas funcionárias”, revela Rose Sanches, do ateliê Rose Bordados.

Rose começou nesse ramo há quatro anos com uma máquina usada e boas ideias na cabeça. Depois de seis meses fazendo testes e se familiarizando com o trabalho, ela passou a vender suas primeiras criações. “Eram toalhinhas simples, artigos para enxoval bordados com desenhos prontos, desses que vendem na internet”, revela. Um ano após adquirir seu primeiro equipamento, a empresária comprou uma máquina mais moderna e deu início ao seu negócio que, hoje, já recebe cerca de 10 mil encomendas por mês.


Trilho de mesa de Silvia Regina A. Lopes. Artesã optou por desenho composto na Artista 640, da Bernina

Busca por diferenciais
Outras histórias de sucesso comprovam o valor das máquinas de bordar. Regina Loureiro faz artesanato há mais de 20 anos, mas foi há sete que ela aderiu a essa “maravilha” tecnológica. “Quando o patchwork começou a ficar famoso, eu vi uma boa oportunidade de negócio. Além de confeccionar artigos de moda e decoração, com o auxílio das máquinas, eu monto blocos de redwork e os comercializo em ateliês. Então, as alunas compram para montar as peças de patch”, conta a empresária, que lucra cerca de 300% em cada trabalho.

Agora, para quem pensa que os bordados à máquina não agregam valores por serem copiados, a artesã Vânia Massini alerta: “O diferencial nesse mercado é o desenho. A máquina de costura ajuda muito, mas é a sua criatividade que dá o tom ao trabalho. Eu, por exemplo, desenho os riscos no tecido e, depois, vou guiando o trabalho na máquina de costura para dar forma ao bordado. Fica diferente e conquista a clientela”.




Custo x benefício
É certo que comprar uma máquina de costura ou bordado exige algum investimento inicial. Mas também é verdade que o negócio rende bons frutos e um lucro significativo. De acordo com a empresária Rose Sanches, em um ano é possível se capitalizar, pagar a máquina e fechar o balanço com saldo positivo. “Muita gente sonha em trabalhar com o seu próprio negócio e eu acho essa iniciativa muito válida. Mas é importante lembrar que a máquina de costura não é mágica. Assim como tudo na vida, para montar um ateliê e obter sucesso, é preciso tempo e dedicação. O mercado está em expansão, e basta trabalhar direitinho para você tirar proveito desse bom momento”, conclui.

Vânia Massini usou pontos decorativos para fixar apliques em toalha e suporte de papel higiênico


Artesanato é tendência
A graça do bordado está na perfeição dos pontos aplicados em enxovais, artigos de moda e de decoração. Sem dúvida, os coordenados de cama, mesa e banho ainda são os mais pedidos, mas são os artigos para bebê as opções mais lucrativas. “Eu compro uma fralda por R$ 2, bordo com alguma figura infantil ou o nome da criança. Depois de pronto, o trabalho é vendido por R$ 35”, revela Rose.

Agora, se a pedida é unir os bordados ao crescente mercado de lembrancinhas, a dica de Rose é confeccionar toalhinhas de mão com as iniciais e a data do evento. Para se ter ideia, ela produz 50 artigos em apenas quatro horas.

Mas se você quiser seguir na onda do patchwork, o ponto haste, muito usado no redwork, faz sucesso nas prateleiras. “As estampas do tipo loralie completam com muito bom gosto as bolsas, mantas, jogos de cama e coordenados de banho”, conta Regina Loureiro.

Regina Loureiro inovou na técnica “work”, e apostou no colorido numa composição especial


Sai
ba como escolher a sua máquina de bordar
Há máquinas de todos os tipos, gostos e bolsos. Umas oferecem funcionalidades para costura com pontos decorados, outras permitem traduzir qualquer imagem digital numa composição de linhas. E é claro que o mercado também dispõe de modelos que reúnem todas essas funções em um único equipamento. Indicar a melhor? Isso é tarefa complicada. Afinal, tudo vai depender do seu objetivo e da sua expectativa.

As máquinas de costura são mais baratas, custam cerca de R$ 2.000 e oferecem mais de 300 pontos decorativos. Basta usar a imaginação para compor os trabalhos. Agora, se a ideia é investir em tecnologia de ponta, exclusiva para bordar, há uma infinidade de opções que ultrapassam R$ 10.000. Então, vale a dica: “Antes de comprar uma máquina, procure conhecer a funcionalidade para saber se o modelo atende a suas necessidades. Além disso, para quem está começando, o ideal é comprar um modelo básico com as funções de costura e bordado. Assim, você poderá conhecer o mercado e começar o seu negócio sem se endividar tanto”, explica a bordadeira Rose Sanches.

De um ponto de vista técnico, outros critérios implicam na decisão pelo melhor equipamento. “A pessoa deve checar a qualidade da máquina, sua durabilidade e procedência. É muito importante verificar se há garantia, assistência técnica e acessibilidade às peças de reposição. Muitas vezes, as pessoas levam em consideração apenas o valor, o que ocasiona grandes decepções, principalmente quando a máquina é usada para costurar materiais pesados, como lona e couro”, ensina Claudia.

Comentários

  • Sou costureira e nas horas vagas também sou artesã. Trabalho em casa, pois tenho Lúpus e não ganho dinheiro com isso. Quando vejo a foto de um trabalho que me interessa, costumo baixar para o pc. Quando encontro sites que dificultam essa tarefa (como esse de vocês) com esses botões para cópia que só serviriam se eu tivesse a intenção de expor a imagem na internet, me pergunto o porque disso. felizmente sei capturar fotos da tela desde 1998 usando o paint e se assim não fosse, já existem programas apropriados para isso. Espero que vocês se lembrem disso, e facilitem a vida de pessoas como eu que quero apenas um incentivo para diminuir o tédio do meu dia-a-dia convivendo com o Lúpus! N.R.- Obrigado por disponibilizar as fotos.
    Luiza França dos Santos Mello 14/06/2013 às 10:15

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