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QUANTO COBRAR POR UMA PEÇA?

Por: Aline Ribeiro | Foto: Shutterstock
Conheça mais a fundo as avaliações e os cálculos que precisam ser feitos na hora de decidir o preço de venda de produtos artesanais.

 

 

Todo o processo de criação e venda de uma peça artesanal é bastante prazeroso. No entanto, ambos requerem uma série de cuidados, que vão desde a escolha do material a ser utilizado, até a decisão sobre o valor no qual a peça será comercializada. Tendo em vista o fato de vários artesãos utilizarem o artesanato como fonte de renda e sustento familiar, apesar de muitos encararem essa atividade apenas como um hobby, o estabelecimento do preço precisa ser submetido a uma avaliação bastante detalhada. E para isso, o consultor financeiro do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae), Ricardo Curado, diz que o artesão ou artista precisa administrar a sua produção profissionalmente. “Nessas horas, não dá pra ser amador, é preciso ter uma disciplina financeira. O preço de venda deve, obrigatoriamente, pagar todos os cus- tos das despesas e dar um lucro adequado”, explica.
 
Avalie e calcule

Para entender um pouco melhor sobre os fatores que determinam o valor de uma peça, é preciso, primeiro, ter em vista todo o processo de industrialização. Com a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra em meados do século 18, a mão de obra predominantemente humana deu lugar às máquinas, no mundo todo. A partir de então, os produtos começaram a ser produzidos em grande escala e em um curto período de tempo. Dessa forma, eles invadiram o mercado custando cada vez menos e, consequentemente, os artesãos precisaram baixar os seus preços. Segundo Curado, é importante haver um comparação entre ambos. No entanto, é necessário saber também que “o tempo da produção artesanal é muito maior do que o industrial; às vezes, são necessárias diversas viagens para que sejam feitas medições, por exemplo a qualidade também é superior na maioria dos casos. Dessa forma, o seu valor precisa ser eleva- do”. Partido desse mesmo princípio, o designer Peter Paiva dá uma dica: “Faça sempre a peça ou trabalho artesanal com muito amor. Coloque para fora todo o bom sentimento e orgulho pelo que está sendo produzido. Isso eu certifico que nenhuma máquina poderá substituir”. Nota-se, então, que o reconhecimento do trabalho e da mão de obra é um fator de extrema importância e deve ser considerado sempre.
 
Atente-se para as despesas
 
Para calcular a estrutura das despesas, siga o seguinte modelo:

• Calcule o custo direto variável, por unidade: material (tinta, caixa, tela, papel, miçangas, entre outros); mão de obra terceirizada (marceneiro), se houver a necessidade; e o valor gasto com a embalagem, quando solicitada pelo consumidor;

 
• Agora, compute o custo fixo gasto com a produção mensal: transporte, energia elétrica, aluguel, pró-labore;
Em seguida, determine a número de peças que serão feitas no mês e divida o custo fixo por essa quantidade;

 
• Some este último resultado pelo custo direto variável, de cada unidade. A quantia obtida será o custo total investido em um único quadro, caixa, cartão, móvel, entre outros já prontos;

 
• Para finalizar, estime a porcentagem de lucro pretendida para cada peça. Lembre-se de que ele costuma variar de 50% a 200%, de acordo com o grau de dificuldade da técnica utilizada e com o seu valor de mercado previamente estabelecido. 
O designer Peter Paiva costuma somar uma média de 200% de lucro, tendo sempre em vista a ideia do produto. “É importante lembrar que, como estamos vendendo arte e isso saiu da nossa imaginação, o custo do material pode ser quase zero, mas a ideia conta muito”, explica. 
Na sequência, some o custo total gasto com a unidade por esse porcentual e, assim, você terá o preço de venda da sua criação.
 
• A partir de então, compare o resultado do cálculo com o preço médio cobrado pela concorrência. Caso ele seja muito superior, avalie melhor a forma na qual o seu gasto tem sido feito e se é possível cortar despesas. No entanto, lembre-se que a qualidade dos materiais deve ser sempre considerada acima de tudo. Depois de todo esse processo, concentre-se nas vendas e utilize o faturamento, para comprar novos materiais, aprimorar o seu negócio, por meio de detalhes exclusivos e inovadores, ou ainda para investir em cursos que possibilitem novos conhecimentos e um maior destaque no mercado.
 
Bons negócios!

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